Por último, qualquer secretário se achava no direito de esculhambar qualquer deputado, independente dele ser ou não da base do governo. O de Segurança Pública, Jefferson Portella, por exemplo, classificou dos piores nomes os deputados da oposição e avisou que membros do grupo Sarney terão o tratamento que merecem: na chibata.
Na Secretaria de Educação, a titular Áurea Prazeres só atende quem tiver o aval do deputado federal Weverton Rocha, responsável por sua indicação ao cargo. Os membros da oposição não passam nem da porta principal, principalmente se for pra buscar informações. E assim tem sido nas demais pastas.
Na distribuição de emendas parlamentares para que os deputados possam auxiliar as festas juninas de suas bases, foram vetados os oposicionistas e alguns até da própria base do governo, a exemplo de Wellington do Curso, Zé Inácio, Nina Melo e Júnior Verde.
Mas ficou por conta do extrovertido secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, o pior tratamento dado a um deputado estadual. Chamou o deputado Vinícius Louro de “batedor de carteirinha”, fazendo referências às emendas que o parlamentar tem para Pedreiras.
Ora, Simplício Araújo usou da mentira para tentar desclassificar Vinícius Louro, até porque as emendas não foram dadas até agora para deputados novatos na atual legislatura.
Então, a crise entre os dois poderes está aberta e com consequências imprevisíveis, se é que os deputados irão mesmo reagir à altura e se impor diante daqueles que sequer foram votados e que não estão na mesma altura de cada parlamentar.
Do contrário, deputado pode ter seu peso reduzido pelo Executivo e seus auxiliares e o povo não terá quem representá-lo no parlamento.
Blog do Luis Cardoso
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